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10 principais características de um bom comunicador



Bastidores de uma entrevista de TV
Habilidades humanas e técnicas compõem o perfil do bom comunicador profissional

Ao desenvolver qualquer profissão temos o cuidado de buscar desenvolver virtudes e habilidades que fazem parte do universo daquela atividade. A comunicação sofre influência do crescente e acelarado desenvolvimento tecnológico, que dita as regras do jogo.


Neste cenário, o comunicador deve estar cada vez mais antenado às diversas fontes da informação. E mais que isso: consciente da sua responsabilidade ao checar e publicar o que foi apurado. Apesar do nosso contexto ser mais veloz e mudar constantemente, há características intrínsecas à profissão de comunicador, que se mantêm as mesmas e não vão mudar tão cedo. Vamos listar aqui as 10 principais:

1. Curiosidade

Essa característica é aguçada a partir do seu repertório. Por isso, a busca por conhecimento e sede de informação são o start para exercer qualquer função dentro da profissão. O bom comunicador não se conforma com o raso e superficial. Ele quer aprender, experimentar, sentir, ver e ouvir tudo sobre todas as coisas. A curiosidade está intimimamente ligada ao espírito de investigação. É preciso se aprofundar em detalhes, como se fosse um detetive! Só assim é possível coletar as informações que precisa para realizar seu trabalho de maneira aprofundada e completa. Parece óbvio, mas vale ressaltar ainda como é essencial também estar sempre atualizado. Por isso, a leitura de portais, revistas e jornais e da audiência a programas de rádio e televisão fazem parte da sua rotina.

2. Perseverança

"A coisa mais importante na comunicação é ouvir o que não é dito." A frase de Peter Drucker, pai da adminstração moderna, traz uma lição funtamental: nem toda informação está explícita. Mas para "ler as entrelinhas" e capturar informações escondidas requer estratégia, dedicação e perspicácia. Para ter sucesso nessa missão, o comunicador muitas vezes terá que ser proativo, insistente e ardiloso, além de muito paciente.

3. Ser persuasivo

É comum na rotina do comunicador encontrar fontes mais resistentes. É informação muitas vezes pode tar protegida pelas verdadeiras fontes.


Uma máxima do jornalismo investigativo diz que “quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz, muitas vezes não sabe”. É um fato: a informação de qualidade muitas vezes estará protegida pelas verdadeiras fontes (enquanto outras vão querer usá-lo para transmitir notícias falsas!), e você terá que convencê-las a falar. Só que não funciona simplemente pedir — é preciso ter bons argumentos. Para isso, é essencial construir um bom relacionamento com as fontes, passando (e conquistando) confiança.

4. Observação crítica

Depois de coletar as informações, é hora de explicá-las para o público. Para isso, o bom comunicador precisa saber interpretar e contar histórias, relatar números, fatos e desenhar as entrelinhas. Como chegar lá? Com leitura, para ampliar o seu repertório, além do esforço para jamais ter uma visão ingênua sobre as coisas.

5. Imparcialidade

Tida como ideal a ser buscado dentro das redações e vista como mito pelos críticos da mídia, a imparcialidade é, na realidade, impossível de ser totalmente alcançada. Uma vez que jornalistas são seres humanos, e não robôs, sua narrativa dos fatos sempre estará sujeita a um olhar ou experiência particular. Mas isso não quer dizer que eles devem deixar que suas crenças e valores pessoais tomem conta de seu trabalho — é um erro fatal! O bom jornalista nunca se esquece de que ele serve ao interesse público, e, por isso, conduz seu ofício com isenção e ética, sempre ouvindo o outro lado e oferecendo a possibilidade de resposta.

6. Experiências de vida

Não basta ter um diploma ou registro profisisonal. Além do conhecimento técnico, é preciso desenvolver um olhar atento ao interesse público, às questões locais e às diferentes nuances políticas e culturais que podem envolver um mesmo acontecimento. Essa sensibilidade é moldada pela experiência, que pode ser adquirida em viagens, trabalhos voluntários, leituras, cursos... E, claro, no próprio exercício diário da profissão.


7. Ter boa comunicação verbal e escrita

É fundamental para um comunicador dominar o próprio idioma (no nosso caso, o português). Um texto escrito com erros gramaticais e ortográficos, além de problemas na estrutura do texto, acabam influenciando muito no resultado final do trabalho, que não pode soar feio ou confuso. Por isso, para ser um bom jornalista, você não poderá deixar de lado a preocupação com a qualidade do seu texto, seja ele escrito ou oral, e sempre transmitir as informações com clareza e fluidez.


8. Saber ouvir com empatia

Ouvir é uma habilidade que precisa ser dominada em qualquer área de atuação, mas para quem é formado em Comunicação, a prática precisa se tornar eficaz e aprimorada. Pratique exercitar essa escuta e, ao fazer isso, foque especialmente em um fator: a empatia. Na hora de ouvir e contar suas histórias, faça isso de uma forma respeitosa e com uma perspectiva ampliada, ou seja, lembrando sempre que a realidade do outro nem sempre é a nossa.

9. Se mantenha atualizado e bem informado

É preciso estar em dia com as mudanças do mercado e, para isso, uma aposta é o que chamamos de “abordagem adaptativa”. Dessa maneira, procure conversar com colegas de trabalho, entender as notícias da área e experimentar novas ferramentas e abordagens. Vale aprender um pouco de tudo que está em alta para se atualizar.

10. Ser conectado

O comunicador do futuro deve estar conectado à tecnologia e às redes sociais. Isso permite transitar por diversos meios, desde o político que faz declarações importantes via Twitter até a “voz do povo” que se manifesta pela internet. Deve ficar atento a todos os movimentos que envolvam a comunicação digital, pois é para lá que seu mercado de trabalho está migrando. Você se identifica com as características do comunicador

descritas acima? Destacaria mais algum ponto-chave que um bom profissiona